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O que leva os militares a tomar o poder?
4 Abril 2008

[Paper] “A Teory of Military Dictatorship”

[Autores] Daron Acemoglu, Davide Ticchi e Andrea Vindigni

[Publicação] NBER, Abril 2008

[Classificação JEL] H20,N10,N40,P16

[Palavras Chave]

(Newsletter nº028 | 7 ABR | 2008)

Em regimes autoritários, onde muitas vezes os militares são uma das fontes de poder, há sempre o risco de estes tomarem a liderança política ou funcionarem como bloqueio nos processos de transição democrática. Este artigo olha para o papel dos militares e nos incentivos que estes têm para tomar o poder em ditaduras e em democracias jovens.

[Artigo] O objectivo deste artigo é analisar o papel dos militares nos regimes autoritários. Nomeadamente, saber como é que estes regimes podem por vezes transformar-se em ditaduras militares. É um problema de risco moral em que, de um momento para o outro, os militares podem querer perseguir os seus próprios objectivos. Este dado é particularmente importante nas transições para a democracia que, muitas vezes, podem ser bloqueadas pelos militares ou deixa uma ameaça de golpe de Estado.

[Abordagem] Com base num modelo teórico, os autores avaliam quais os factores que aumentam ou diminuem os riscos de os militares tomarem o poder. Seja durante o regime autoritário, em que são uma das fontes de autoridade, seja já no regime democrático através de um golpe de Estado.

[Conclusões] Conclui-se que as expectativas de que as forças armadas sejam reformadas depois da transição para um regime democrático funciona a favor de uma tomada de poder pelos militares. Mostra-se ainda que, quanto maior a desigualdade maior o risco de os militares serem usados por regimes autoritários e também maior a dificuldade de as democracias evitarem golpes de Estado. Este risco aumenta também com o nível de recursos naturais do país.

[Comentário] Estas análises são particularmente importantes numa altura em que, a propósito de países como o Iraque ou o Afeganistão, se discutem as melhores formas de transição para regimes democráticos. Não há fórmulas únicas e universais. Há que ter em conta a realidade política, social e económica de cada país. E também admitir a possibilidade de poder ser impossível ou muito difícil em certos casos.

— e.conomia.info

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