Natalidade cai 5% a 10% com perda de emprego
2 Março 2008
[Paper] “Clash of Career and Family: Fertility Decisions after Job Displacement”
[Autores] Emilia del Bono, Andrea Weber e Rudolf Winter-Ebmer
[Publicação] CEPR, Fevereiro 2008
[Classificação JEL] J13, J24, J64, J65
[Palavras Chave] fertility, human capital, plant closing and unemployment
(Newsletter nº023 | 03 MAR | 2008)
As mulheres que perdem o emprego reduzem a fertilidade entre 5% e 10%. Este efeito, mais relacionado com a interrupção de carreira do que propriamente com a diminuição do rendimento que está associada ao desemprego, é mais acentuado nas mulheres que ocupam quadros superiores das empresas e instituições.
[Artigo] O artigo avalia as consequências em termos de fertilidade nas interrupções de carreira relacionadas com o desemprego. O objectivo é medir o impacto nas decisões de fertilidade das famílias por causa deste tipo de acontecimentos.
[Abordagem] Os autores compararam os nascimentos de filhos entre as mulheres que perderam o emprego e outras que se mantinham no mercado de trabalho. Os dois grupos tinham também sido comparados no momento anterior à ocorrência do desemprego.
[Conclusões] A perda de emprego diminui 5% a 10% a fertilidade média a curto e a médio prazo, ou seja, num período entre 3 e 6 anos. Conclui-se ainda que a redução da fertilidade não se deve à redução do rendimento que resulta da perda do emprego mas à interrupção da carreira. Estes efeitos são maiores nas mulheres que ocupam quadros superiores.
[Comentário] Estes resultados vêm mostrar, uma vez mais, a importância da situação económica e das perspectivas futuras nas decisões de ter filhos. Principalmente nas economias desenvolvidas, onde a fertilidade tem uma maior componente planeada. Desta forma, criar condições para que os jovens possam ter confiança no futuro é um dos segredos para combater a queda da natalidade na Europa.
— e.conomia.info
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