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Família e rigidez social na origem da mudança de crenças religiosas
26 Janeiro 2008

[Paper] “Unravelling Secularization: an International Study”

[Autores] Pablo Brañas-Garza, Teresa García-Muñoz e Shoshana Neuman

[Publicação] CEPR, Janeiro 2008

[Classificação JEL] D13, J12, J13, Z12

[Palavras Chave] Church attendance; convert-out; Europe; parental religiosity; prayer; religion

(Newsletter nº018 | 28 JAN | 2008)

Porquê é que muitas pessoas abandonam a religião que têm desde o nascimento? Segundo estes autores, há factores relacionados com o grau de rigidez da sociedade em que vivem e também a influência familiar que contribuem para estas decisões.

[Artigo] Neste trabalho, os economistas Brañas-Garza, García-Muñoz e Shoshana Neuman analisam os indivíduos que crescem no seio de uma determinada religião e que, em algum ponto da sua vida, a abandonam e passam a definir-se como não tendo religião.

[Abordagem] Os autores utilizaram um conjunto vasto de variáveis individuais e também relativas aos países específicos para tentar encontrar os factores determinantes
da decisão de abandono da religião de origem. A definição das hipóteses de partida teve suporte teórico da Economia e também da Sociologia.

[Conclusões] A tendência para o indivíduo deixar a sua religião está fortemente correlacionada com o grau de rigidez do seu país e também com as características religiosas do seu cônjuge. Ao mesmo tempo, os factores sócio-demograficos pessoais tendem a ser pouco relevantes.

[Comentário] Estas conclusões ajudam a explicar as mudanças de religião por casamento ou por influência familiar, mas têm alguma dificuldade em justificar outras transições. Nomeadamente, aquelas que ocorrem em ambientes e sociedades pouco rígidas nas regras e que podem, em muitos casos, ter motivações políticas.

— e.conomia.info

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