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É essencial continuar a apoiar o mercado de trabalho, dizem FMI e OMT
12 September 2010

[Paper] “The Challenges of Growth, Employment and Social Cohesion”

[Autores] vários
[Publicação] FMI e OMT, Setembro 2010

[Classificação JEL]

[Palavras Chave]

(Newsletter nº143 | 13 SET | 2010)

“Se os efeitos das recessões do passado servirem de guia, estes desenvolvimentos [no mercado de trabalho] podem ter um custo humano pesado. Para os que ficam desempregados pode ser uma perda permanente no rendimento, uma redução da esperança de vida, e piores resultados académicos e salariais para os seus filhos. Além disso, o desemprego deverá provavelmente afectar as atitudes de forma a reduzir a coesão social, um custo que permanecerá”. Esta é a discrição dos riscos que o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial de Trabalho (OMT) identificam no actual contexto. As duas organizações encontraram-se por isso esta segunda-feira para avaliar a evolução do mercado de trabalho nos últimos três anos e sugerir as melhores respostas de política económica. A ideia central é a de que se há área em que ainda são precisos apoios públicos é a do mercado de trabalho.

[Artigo] Há hoje cerca de 210 milhões de desempregados no mundo, mais 30 milhões do que há dois anos. O desemprego de longa duração está a aumentar e os jovens foram particularmente afectados. Com o pior da crise financeira para trás, o impacto económico e social da crise no mercado de trabalho assume-se como o factor mais perigoso para o desempenho de médio longo prazo das economias avançadas.

[Abordagem] As duas organizações juntaram os seus recursos e fazem uma análise à evolução dos números de desemprego, aos impactos de crise anteriores, e às características institucionais de vários mercados de trabalho. Fazem recomendações de política.

[Conclusões] Durante a crise os governos reagiram com três tipos de apoio à economia e emprego: estímulo orçamental e monetário que suporte a procura agregada, apoios a desempregados e subsídios ao emprego. Dada a fragilidade da retoma e a importância de suportar o mercado de trabalho, o “mix” deve manter-se, pelo menos, neste e no próximo ano, defendem o FMI e a OMT.

[Comentário] Portugal surge entre as economias que mais foram afectadas no mercado de trabalho e é também uma das economias que começou a retirar mais cedo apoios públicos Esta opção, imposta pela sensibilidade dos mercados financeiros à situação orçamental nacional, pode vir a revelar-se muito negativa para o crescimento potencial da economia.

— e.conomia.info

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