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Impacto da China no crescimento mundial
22 Julho 2010

[Paper] “China’s Economic Growth: International Spillovers”

[Autores] Vivek Arora e Athanasios Vamvakidis
[Publicação] FMI, Julho 2010

[Classificação JEL] F15, F43

[Palavras Chave] China, growth, spillovers

(Newsletter nº 141 | 22 JUL | 2010)

Uma análise de longo prazo conclui que um ponto percentual adicional de crescimento na economia chinesa está correlacionado com um aumento de quase 0,5 pontos
noutras economias, especialmente as mais próximas. E se há duas décadas o impacto era especialmente forte nos países mais próximos, a distância está a ter cada
vez menos importância. Um impacto tem crescimento ao longo do tempo.

[Artigo] Desde 1978, o crescimento da China permitiu-lhe uma duplicação do PIB em cada 7 a 8 anos. Este dinamismo teve grandes implicações no comércio
externo mundial e colocou a China como um dos países mais relevantes para a evolução da economia global. Os autores defendem que há vários estudos sobre o
impacto destas alterações a nível sectorial, mas escasseiam análises ao impacto global do crescimento da China no das outras economias. Esse é o propósito deste artigo.

[Abordagem] Analisam o contributo da economia chinesa para o crescimento das restantes economias, procurando assim perceber qual o impacto que o gigante
Asiático tem na economia mundial. Fazem uma análise de curto prazo com base em modelos VAR e de “error-corrections” e uma de longo prazo com regressões com dados de painel

[Conclusões] O impacto da economia chinesa no mundo está a aumentar e a expandir-se para além da Ásia. O impacto chega a ser tão forte quanto um
ponto de crescimento adicional na China poder implicar um aumento de crescimento de 0,5 pontos em economias mais dependentes do gigante asiático. Esta
é uma das primeiras análises ao impacto agregado da economia chinesa no crescimento mundial.

[Comentário] Os autores reconhecem que o seu estudo analisa o impacto agregado do crescimento chinês noutras economias, sem analisar os vários canais
de transmissão. “ Em futuros trabalhos, seria útil documentar e quantificar os vários canais de transmissão, os quais podem também mudar ao longo do tempo
com alterações na estrutura da economia chinesa e da composição dos fluxos de comércio e capital”, lê-se na conclusão.

— e.conomia.info

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