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Economias pequenas e abertas sofrem mais com choques externos
11 Julho 2010

[Paper] “Financial Crisis: What is Different This Time?”

[Autores] F. Gulcin Ozkan e D. Filiz Unsal
[Publicação] FMI, Julho 2010

[Classificação JEL] E5, F3, F4

[Palavras Chave] Sudden Stops, Financial Crises, Emerging Markets

(Newsletter nº 140 | 12 JUL | 2010)

As pequenas economias abertas sofrem mais com “paragens súbitas” de origem internacional do que com as de origem interna. Os estragos são tanto maiores quanto maior a integração comercial da economia com o resto do Mundo. São as conclusões deste artigo publicado pelo FMI que estudou a questão com base num modelo DSGE para dois países.

[Artigo] Este artigo pretende analisar, através de um modelo teórico, a forma de transmissão da crise financeira internacional para uma pequena economia aberta.

[Abordagem] Os autores utilizam um modelo DSGE (dinâmico, estocástico e em equilibrio geral) para dois países para estudar a forma de contágio da crise financeira.

[Conclusões] Conclui-se que as economias sofrem mais e de forma mais prolongada quando a “paragem súbita” tem origem em perturbações financeiras internacionais do que quando tem origem interna. Além disso, ao contrário de outros resultados anteriores, os autores concluem que quanto maior a integração comercial da economia com o resto do mundo, maiores os efeitos macroeconómicos de uma “paragem súbita” nos fluxos de capital.

[Comentário] Este resultado tem particular relevância para Portugal que é, por definição, uma pequena economia aberta. Mas mostra um cenário pouco animador: a crise financeira internacional pode ter efeitos mais prolongados do que se fosse um problema interno e, perante isto, não há muito a fazer. A economia nacional poderá estar dependente da recuperação internacional e da normalização dos mercados internacionais para sair da crise.

— e.conomia.info

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