O multiplicador dos gastos depende da existência de crises?
27 Junho 2010
[Paper] “Fiscal Policy and Growth do Financial Crises Make a Difference? “
[Autores] António Afonso, Hans Peter Grüner e Christina Kolerus
[Publicação] BCE, Junho 2010
[Classificação JEL] C23, E62, E44, F43, H50.
[Palavras Chave] fiscal policy, financial crisis, growth, OECD, EU, panel analysis
(Newsletter nº139 | 5 JUL | 2010)
O multiplicador da política orçamental está entre 0,6 e 0,8 e não depende da economia estar ou não em crise. É o que verificaram António Afonso, Hans Peter Grüner e Christina Kolerus numa análise a um conjunto de países da OCDE e fora da OCDE entre 1981 e 2007.
[Artigo] Este paper avalia em que medida a existência de uma crise financeira altera os efeitos na economia do multiplicador dos gastos públicos.
[Abordagem] A análise baseia-se num modelo econométrico com dados de painel para um conjunto de países da OCDE e fora da OCDE no período entre 1981 e 2007.
[Conclusões] O multiplicador orçamental dos gastos normais e da despesa associada ao combate à crise está entre 0,6 e 0,8 considerando um peso médio no PIB da despesa de cerca de um terço. Conclui-se ainda que a hipótese dos dois tipos de despesa terem o mesmo impacto não pode ser rejeitada estatísticamente.
[Comentário] O facto da política orçamental ter um efeito multiplicador, na linha defendida por Keynes, significa que agora, com a retirada dos estímulos, vai ter um contributo negativo para o crescimento. Será, por isso, um resultado a ter em conta para não travar a fundo cedo demais pondo em risco a recuperação económica.
— e.conomia.info
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