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Regimes autoritários não aproveitam choques favoráveis para reduzir dívida externa
8 Março 2010

[Paper] “International Commodity Price Shocks, Democracy, and External Debt”

[Autores] Rabah Arezki e Markus Brückner

[Publicação] FMI, Março 2010

[Classificação JEL] C33, D73, D74, D72, H21

[Palavras Chave] Commodity Price Shocks; Debt Policy; Political Institutions

(Newsletter nº123 | 08 MAR | 2010)

Ao contrário das democracias, onde os governos aproveitam os choques positivos nos preços internacionais das mercadorias para baixar a dívida externa e o risco de default, nas ditaduras isto não acontece. Os governos autoritários aproveitam estes momentos favoráveis para aumentar a despesa e agravar, desta forma, os riscos sobre as suas economias.

[Artigo] Este artigo analisa o impacto dos choques nos preços internacionais de mercadorias na dívida externa dos países, a partir de uma análise a um vasto conjunto de economistas nas últimas três décadas.

[Abordagem] Os autores utilizam um modelo econométrico com dados de painel para 93 países no período entre 1970 e 2007, a partir do qual estimam a influência de diversas variáveis na dívida externa.

[Conclusões] Conclui-se que choques positivos nos preços das mercadorias conduzem a reduções significativas da dívida externa nas democracias mas não nos regimes autoritários. A explicação, segundo os autores, é que estes choques positivos acabam por traduzir-se num aumento da despesa pública.

[Comentário] Estes resultados mostram, uma vez mais e a partir de uma análise à dívida externa, que as ditaduras tomam ormalmente decisões erradas e ineficientes para as suas economias. Neste caso, verifica-se que os governos autoritários não aproveitam os choques favoráveis para reduzir o risco de default da sua dívida correndo o risco de ter sérios problemas não democráticos onde a população não tem uma palavra a dizer sobre a política no futuro.

— e.conomia.info

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