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Por que é que os falcões do défice nos EUA estão errados
28 Fevereiro 2010

[Paper] “The Budget Deficit Scare Story and the Great Recession”

[Autores] Dean Baker

[Publicação] CEPR, Fevereiro 2010

[Classificação JEL]

[Palavras Chave]

(Newsletter nº122 | 01 MAR | 2010)

O director do CEPR acusa os falcões do défice de dramatizarem a situação orçamental nos EUA, lembra que a falta de apoio público foi uma das razões para a dramática situação económica e social que caracterizou a grande depressão nos EUA e apresenta 5 argumentos para a manutenção de estímulos orçamentais à economia. Entre os principais argumentos está o facto de grande parte do desequilíbrio orçamental se dever exclusivamente à crise e de haver uma especial necessidade de amparar os mais afectados pela destruição de riqueza, nomeadamente residencial, que a crise gerou.

[Artigo] Num momento em que começam a ouvir-se cada vez mais vozes a avisar para um descalabro orçamental nos EUA, Baker contra-ataca com uma análise à situação.

[Abordagem] Analisa vários aspectos da situação financeira norte-americana, nomeadamente os factores que explicam o aumento de défice, qual o impacto do planos anti-crise ou o que explica o défice externo dos EUA.

[Conclusões] Eis os cinco argumentos de Baker: 1) a situação orçamental deve-se aos impactos da crise e não a perda de controlo público sobre despesa e receita; 2) o défice orçamental não cria problemas de curto prazo; 3) mesmo os níveis de dívida previstos para a médio e longo prazo são geríveis; 4) os que se estão a aproximar da reforma são precisar dos gastos sociais do Estado para compensarem as fortes perdas de riqueza que experimentaram devido à queda dos preços das acções e das casas; 5) o aumento da dívida pública não pode ser usado como argumento sobre os riscos de endividamento externo – esse é um problema de competitividade associado à sobrevalorização do dólar.

[Comentário] Um pouco por todo o mundo ocidental está a começar a debate sobre a retirada dos estímulos orçamentais. Os falcões do défice já se fazem ouvir, mesmo com a economia fraca. Baker responde aos norte-americanos, mas grande parte dos argumentos pode ser usada na Europa.

— e.conomia.info

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