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Aumento da despesa pública com Saúde poderá triplicar face ao previsto devido à tecnologia
28 Fevereiro 2010

[Paper] “The role of technology in health care expenditure in the EU”

[Autores] Kamil Dybczak e Bartosz

[Publicação] Comissão Europeia, Fevereiro 2010

[Classificação JEL] I1, H51, J11

[Palavras Chave]

(Newsletter nº122 | 01 MAR | 2010)

As previsões para a evolução dos custos relacionados com o envelhecimento voltaram à ordem do dia devido à crise orçamental que atravessa o mundo Ocidental. No que diz respeito à despesa com Saúde este recente artigo da Comissão Europeia vem alertar para um efeito que está fora das próprias previsões de Bruxelas: o de aumento de custos associados aos avanços tecnológicos na Saúde. O efeito é muito significativo. Vejamos os dados para Portugal: Nas previsões de Novembro a Comissão admitiu que o peso da despesa pública com Saúde em Portugal passasse dos actuais 7,5% do PIB para pouco mais de 9% em 2060 (um aumento de 1 a 1,5 pontos). As previsões de Kamil Dybczak e Bartosz Przywara apontam para que a despesa possa ultrapassar os 14% do PIB (um aumento de 6,5 pontos).

[Artigo] A saúde é uma das áreas em que os Estados mais gastam e das mais importantes para os cidadãos. O seu peso no PIB tem estado a subir nas últimas décadas e assim continuará a acontecer, muito devido ao envelhecimento. Mas não só. O aumento dos custos decorrentes de avanços na ciência médica e nas novas tecnologias terão um papel decisivo e bem maior – e não quantificado até agora.

[Abordagem] Os autores avisam que as suas estimativas são grosseiras pelas dificuldades de conseguir calcular o efeito tecnologia. Analisam a evolução passada, que projectam para o futuro, com limitações evidentes: os avanços tecnológicos são impossíveis de antecipar, poder haver efeitos que até baixem custos. Fizeram regressões do aumento de despesa com saúde a ser explicado pelo envelhecimento, pelo rendimento e pelos avanços tecnológicos.

[Conclusões] As estimativas dos economistas da Comissão Europeia vêm avisar que, mais do que o efeito envelhecimento, será o efeito custo das tecnologias da Saúde que mais irá contribuir para o aumento da despesa pública nesta área. Face ao forte impacto os economistas alertam para a importância de análises custo-benefício na Saúde.

[Comentário] Os economistas da Comissão resumem a dimensão financeira da Saúde na UE: “Os gastos totais com saúde nos países da UE equivalem entre 4% e 11% do PIB, dos quais entre 3% e 9% são financiados por fontes públicas. Como equivale entre 10% a 18% do total de gastos públicos, a Saúde está, por isso, entre os itens mais significativos da despesa pública”.

— e.conomia.info

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