Home     Quem Somos     Parceiros     Colabore




A importância do Estado português preparar bem as visitas oficiais com empresas
21 Fevereiro 2010

[Paper] “ The usefulness of State trade missions for the internationalization of firms: an econometric analysis”

[Autores] Ana Paula Africano, Aurora A.C. Teixeira e André Caiado

[Publicação] FEP, Fevereiro 2010

[Classificação JEL]

[Palavras Chave] State trade missions; usefulness; determinants; firms’ perceptions

(Newsletter nº121 | 22 FEV | 2010)

Num trabalho destacado pela e.conomia.info em Dezembro os autores concluíram que os empresários fazem uma avaliação positiva das visitas oficiais do Estado onde são incluídas comitivas empresariais. Neste artigo os economistas vão mais longe e tentam explicar que factores contam mais na análise de sucesso ou insucesso feita pelos empresários. Por exemplo, empresas que já têm contactos e exportam para os mercados visitados (ou mesmo para outros), conseguem tirar mais resultados destas iniciativas, o que significa que é preciso especial cuidado com as empresas mais pequenas e menos dinâmicas que ainda não estão presentes no país visitado – por exemplo através de preparação prévia de contactos. Os autores concluem ainda que as empresas mais pequenas vêem as visitas fundamentalmente como uma oportunidade de estudo de mercado.

[Artigo] Os autores procuram “demonstrar se determinadas características estruturais das empresas como a intensidade de inovação, a dimensão, o capital estrangeiro, ou a intensidade exportadora tendem a influenciar o modo como os participantes das visitas oficiais percepcionam a utilidade dessas visitas para a promoção das suas empresas e negócios nos mercados visitados”

[Abordagem] Os autores recolheram dados junto de dos representantes de empresas que participaram em 12 visitas oficiais, entre 2005 a 2007, o que resultou numa população de 523 e uma amostra de 136 participações em visitas oficiais. Obtiveram uma taxa de resposta de 26%. Aplicaram um modelo econométrico para identificar que características das empresas são determinantes na avaliação do sucesso que estas fazem das visitas oficiais.

[Conclusões] Os resultados mostram a importância de uma escolha cuidada das empresas que integram as visitas oficiais e da existência de trabalho de preparação adequado em termos de contactos prévios e de informação sobre o mercado visitado. Esse trabalho deve competir às empresas, mas também ao Estado. As empresas mais pequenas, menos dinâmicas e com menos experiência exportadora devem ser especialmente acompanhadas (ou excluídas). Nem o sector empresarial, nem a entidade organizadora – Governo ou Presidência da República – são factores relevantes para determinar a percepção das vantagens que os empresários encontram nas visitas.

[Comentário] Os autores são pouco assertivos na avaliação sobre os cuidados que o Estado teve ou não na organização das visitas que analisaram. Ainda assim, avisam: “é necessário que o planeamento das visitas oficiais e a agenda dos empresários durante a visita seja programado com mais cuidado e focado em cada empresa, uma vez que as empresas que visitam um mesmo mercado, podem ter objectivos muito diferentes, dependendo das suas características estruturais ou das características do mercado.”

— e.conomia.info

---

Envie o seu comentário

*
* (não será publicado)
*
  * campos de preenchimento obrigatório