Força dos laços familiares explica legislação laboral dos países
17 Fevereiro 2010
[Paper] “Family Values and the Regulation of Labor”
[Autores] Alberto Alesina, Yann Algan, Pierre Cahuc e Paola Giuliano
[Publicação] IZA, Fevereiro 2010
[Classificação JEL] E0, P16, Z10, Z13
[Palavras Chave] family values, labor regulation
(Newsletter nº120 | 17 FEV | 2010)
A importância que cada sociedade dá aos laços familiares é decisiva para a definição da legislação laboral que é aplicada. Os países em que as pessoas estão mais “presas” à família e têm, por isso, menos mobilidade, tendem a ter regras mais rígidas no mercado de trabalho, constituindo esta a principal explicação para as diferenças, por exemplo, entre o que se passa nos países escandinavos e no Sul da Europa.
[Artigo] Como se explica a diferença de legislação laboral existente entre os países? Os autores deste estudo apostam numa análise da cultura predominante em cada sociedade, especialmente no que diz respeito à força dos laços familiares, para explicar o apoio que é dado a cada um dos sistemas laborais possíveis.
[Abordagem] Os autores comparam os resultados dos inquéritos realizados ao longo do tempo em vários países sobre a importância dada aos dados familiares com a legislação laborar vigente em cada país. É também analisada a forma como, nos EUA, se confronta a segunda geração de imigrantes de países europeus com fortes laços familiares com uma legislação que apela à mobilidade.
[Conclusões] Os mercados com legislação laboral muito flexível apenas são eficientes se houver uma grande mobilidade do factor trabalho. É por isso que os países em que a sociedade dá uma grande importância aos laços familiares tendem a ter regras para as relações de trabalho bastante mais rígidas. É isso que explica a legislação rígida que se verifica no Sul da Europa, em contraponto com uma amior flexibilidade a Norte, nos países escandinavos.
[Comentário] Os defensores de reformas profundas na legislação laboral levam poucas vezes em conta a forma como cada sociedade se adaptaria às novas regras. Este estudo assinala que uma legislação flexível para uma população que não aceita a mobilidade levaria a acentuadas ineficiências económicas.
— e.conomia.info
Envie o seu comentário
← As receitas “mainstream” da politica económica estão a mudar… até no FMI
→ A importância do Estado português preparar bem as visitas oficiais com empresas


