O nacionalismo e o militarismo ainda são os maiores obstáculos à globalização
8 Fevereiro 2010
[Paper] “Political Limits to Globalization”
[Autores] Daron Acemoglu e Pierre Yared
[Publicação] MIT, Janeiro 2010
[Classificação JEL] F01, F10, F52
[Palavras Chave] globalization, trade, military spending, militarism, nationalism
(Newsletter nº119 | 8 FEV | 2010)
Quanto mais um país gasta na defesa militar, menores os fluxos do comércio internacional, concluem dois economistas do MIT. Um indicador de que os principais entraves à globalização são de ordem política, especialmente com o ressurgimento de tendências nacionalistas e militaristas em vários pontos do Globo.
[Artigo] A globalização não é irreversível. E, por isso, neste estudo, verifica-se de que forma é que a adopção de uma política militar mais agressiva pode significar um recuo nas trocas comerciais de cada país.
[Abordagem] Os autores usam, como proxy da adopção de uma política militarista e nacionalista, o peso no PIB da despesa com defesa nacional, com dados entre 1985 e 2007. Partindo destes números, verificam se existe uma correlação entre a despesa militar e os fluxos de comércio internacional.
[Conclusões] Verifica-se que o peso das despesas militares na economia voltaram, depois de um período de recuo, a crescer a partir de meados dos anos 90, um sinal de que o militarismo não está fora de moda. Depois, chega-se à conclusão que os países que registaram uma maior subida nas despesas militares, apresentam um desempenho relativamente mais fraco ao nível do comércio internacional. Os autores concluem que “pode haver limites militares e políticos, para além de perigos, contra a globalização.
[Comentário] Numa altura em que muito se fala da ameaça do proteccionismo – relacionada com questões de ordem económica – este estudo relembra que, no passado, os grandes movimentos de globalização acabaram sempre por ser travados devido a questões de ordem política e geoestratégica. Desta vez, pode não ser diferente.
— e.conomia.info
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