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Sistemas fiscais ajudaram a construir a crise
8 Fevereiro 2010

[Paper] “The 2008 Financial Crisis and Taxation Policy”

[Autores] Thomas Hemmelgarn e Gaetan Nicodeme

[Publicação] CEPR, Janeiro 2010

[Classificação JEL] E62, F21, F30, G10, H20, H30, H50 e H60

[Palavras Chave] financial crisis, financial transaction tax, property tax, stimulus and taxation

(Newsletter nº119 | 8 FEV | 2010)

Os sistemas fiscais na UE e nos EUA também contribuíram para a actual crise financeira. Favorecimento fiscal à compra de casa, tributação que convidava ao recurso à dívida e impostos mais baixos para práticas remuneratórias que induzem ao risco são algumas das características que tiveram efeitos perversos na economia.

[Artigo] De que forma é que a política fiscal influenciou o modo de funcionamento do sistema financeiro nas vésperas da crise e de que maneira será agora desejável actuar para impedir futuras crises? Estas são as perguntas a que os dois economistas autores deste estudo tentam responder.

[Abordagem] Os autores começam por analisar a crise financeira e a resposta dada pelos Governos. Depois investigam se, no período em que se caminhou para a crise, se adoptaram políticas fiscais que incentivassem o risco e outros comportamentos que se vieram a revelar fatais para a economia mundial.

[Conclusões] Em vários países foram adoptadas regras fiscais que incentivavam a compra de casa. Ainda assim, neste caso, os autores consideram que a política monetária e as práticas arriscadas de concessão de crédito foram mais importantes para a criação de uma bolha imobiliária do que a política fiscal. No estudo são ainda detectados sinais de que uma tributação mais favorável para determinados tipos de rendimento e fluxos financeiros contribuiu para uma cultura de risco, uma das causas da crise financeira. Os autores assinalam que os países, para além dos estímulos à actividade económica, pouco fizeram para alterar o sistema fiscal e as suas falhas.

[Comentário] Uma das medidas fiscais mais discutidas no pós-crise é a introdução de uma taxa sobre as transacções financeiras internacionais. Neste estudo, os seus autores afirmam que não há provas concludentes que uma medida desse tipo pudesse conduzir a uma redução da volatilidade.

— e.conomia.info

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