Excessos do passado e políticas contraciclicas modestas explicam corte no crédito
21 Dezembro 2009
[Paper] “Bank Credit and the 2008 Financial Crisis: A Cross-Country Comparision”
[Autores] Ari Aisen e Michael Franken
[Publicação] Banco Central do Chile, Dezembro 2009
[Classificação JEL]
[Palavras Chave]
(Newsletter nº114 | 21 DEZ | 2009)
Os países onde os sectores bancários cresceram mais antes da crise, que mais se integraram no sistema financeiro internacional e onde a política monetária contraciclica não foi agressiva foram os que, durante o último ano, mais sofreram uma contracção do crédito, motivando assim um desempenho mais fraco da economia.
[Artigo] De que forma é que o sector bancário de cada país reagiu à crise e quais os factores realcionados com maiores quebras do crédito. Esta é a questão que este estudo do banco central chileno tenta responder.
[Abordagem] Os autores utilizam dados referentes a 83 países – que vão do mundo desenvolvido, até aos mais pobres do planeta, passando pelas potências emergentes – analisando a evolução do crédito concedido pelo sector bancário e procurando correlações com factores como o desempenho passado do sector ou a política monetária seguida durante a crise.
[Conclusões] A queda do crédito concedido pelos bancos após a crise (mais concretamente após a falência do Lehman Brothers) é um fenómeno generalizado em quase todo o Globo. São quatro as características que fazem com que, em média, um país registe variações negativas maiores: crescimento do crédito muito forte antes da crise, quebra da procura agregada mais acentuada após a falência do Lehman Brothers, mais acentuada integração financeira com o resto do Mundo e resposta mais fraca da política monetária.
[Comentário] A conclusão mais importante deste estudo para a política económica é o facto de os países em que a política monetária foi mais agressiva terem sofrido menos contracção no crédito. Um factor a ter em conta numa altura em que os bancos centrais começam já a retirar os seus estímulos à economia.
— e.conomia.info
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