Empresários dizem que visitas de Estado a países estrangeiros os ajudam na internacionalização
21 Dezembro 2009
[Paper] “Firms’ perceptions on the usefulness of State trade missions: an exploratory micro level empirical analysis”
[Autores] André Caiado, Ana Paula Africano e Aurora A.C. Teixeira
[Publicação] FEP, Dezembro 2009
[Classificação JEL]
[Palavras Chave] State Visits; Official Visits; Export Promotion; Trade Missions; Exports; Internationalization; Export Marketing
(Newsletter nº114 | 21 DEZ | 2009)
As visitas de Estado a países estrangeiros que contam com comitivas de empresários têm efeitos positivos sobre a internacionalização, especialmente da pequenas e médias empresas (PME), concluem os três economistas da Faculdade de Economia do Porto. Além do contributo teórico, os investigadores contam com um inquérito aos empresários em 12 viagens oficiais. As PME nacionais muito dinâmicas, mas com pouca experiência internacional, devem ser as escolhidas pelo Governo e pelo Presidente da República no futuro, defendem.
[Artigo] Muitos duvidam dos efeitos reais das visitas de Estado a países estrangeiros. Qual é a opinião dos empresários? Os economistas respondem à questão através de um questionários a participantes nas mais recentes viagens a China e Macau, Venezuela, China, Angola, Índia, Rússia, Moçambique, França, Chile, Argélia, Brasil e Jordânia.
[Abordagem] Além de uma revisão de literatura, os economistas tratam os dados de respostas a um inquérito feito a representantes de 523 empresas que participarem em 12 visitas de Estado entre 2005 e 2008. O inquérito estava divido em cinco grupos: “(1) pesquisa de mercado, (2) estabelecer contactos, (3) estabelecer acordos/contractos, (4) ganhar experiência em exportação, (5) preparar a entrada no mercado”.
[Conclusões] Os empresários consideram que as visitas oficiais são importantes para estabelecer contactos e obter informação útil para promover exportações. São ainda consideradas úteis pelo “networking” que criam entre os empresários nacionais e entre eles os responsáveis económicos e políticos dos países que visitam. Dadas as respostas obtidas e a teoria económica existem, os três economistas defendem que “a participação
contínua das empresas em missões comerciais pode ser encarada como uma forma de redução dos custos associados com o desenvolvimento de mercados para internacionalização”.
[Comentário] A análise ao estudo dos impactos benéficos das visitas oficiais terá de ser complementado com uma análise aos resultados efectivamente conseguidos e não apenas às opiniões dos participantes que, aliás, tem parte da viagem financiada. Uma análise custo-beneficio necessitaria de uma avaliação à variação de exportações e investimento directo no estrangeiro registadas nas empresas que integraram visitas oficiais.
— e.conomia.info
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