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Inflation targeting não reduz dispersão das previsões de inflação dos privados
18 Outubro 2009

[Paper] “Inflation targeting and private sector forecasts”

[Autores] Stephen G. Cecchetti and Craig Hakkio

[Publicação] NBER, Outubro 2009

[Classificação JEL] E31,E42,E52,E58

[Palavras Chave]

(Newsletter nº105 | 19 OUT | 2009)

A adopção de um regime de inflation targeting pelo banco central não contribui para reduzir a dispersão das previsões do sector privado para a taxa de inflação. Este artigo publicado pelo NBER conclui até que este tipo de regime pode até levar a reacções exageradas aos sinais vindos do banco central.

[Artigo] Este artigo avalia em que medida a maior informação sobre a política monetária por parte dos bancos centrais contribui para levar o sector privado a coordenar as suas previsões para a taxa de inflação.

[Abordagem] Os autores utilizam vários modelos simples com o objectivo de medir o impacto do inflation targeting (uma política monetária que define um objectivo para a taxa de inflação) na dispersão das previsões de inflação do sector privado. Os dados incluem 15 países ao longo de 20 anos.

[Conclusões] Não se verifica qualquer evidência que um regime de inflation targeting conduza a uma redução da dispersão das previsões de inflação. Em algumas das especificações dos modelos este regime pode levar a uma redução da dispersão, mas esta é reduzida e pouco precisa.

[Comentário] Este resultado pode estar relacionado, segundo os autores, com o facto de quando existe muita informação poder haver reacções excessivas aos sinais do banco central. Assim, a adopção de um regime de inflation targeting pode ter vantagens ao estabelecer um objectivo para a política monetária, mas pode causar perturbações no mercado. Talvez por isso em alguns bancos centrais, como nos EUA, por exemplo, não haja um valor conhecido para a taxa de inflação nem sejam conhecidas as estatísticas da massa monetária M3, embora implicitamente esta postura acabe por estar subjacente.

— e.conomia.info

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