A Equivalência Ricardiana testada em Espanha
12 Outubro 2009
[Paper] “The relationship between public and private saving in Spain: does Ricardian equivalence hold?”
[Autores] Francisco de Castro e José Luis Fernández
[Publicação] Banco de España, Outubro 2009
[Classificação JEL] Ricardian equivalence, debt neutrality, saving, fiscal policy.
[Palavras Chave] E62, E21, H30.
(Newsletter nº104 | 12 OUT | 2009)
Dois economistas espanhois testaram a hipótese da Equivalência Ricardiana em Espanha, com dados recentes, e concluem que uma subida da despesa pública financiada com mais dívida não conduz a uma descida na mesma proporção do consumo privado.
[Artigo] A ideia por trás da hipótese de Equivalência Ricardiana é a de que um aumento da despesa pública financiado através de mais impostos ou de acumulação de dívida pública conduz, em simultâneo, a uma redução do consumo privado, uma vez que os particulares antecipam a necessidade de pagamento de mais impostos no futuro. Dois economistas testam, neste estudo, a aplicação prática desta hipótese na economia espanhola.
[Abordagem] Depois de explicarem em termos teóricos as bases da Equivalência Ricardiana, os autores testam empiricamente, recorrendo a diferentes métodos e utilizando dados trimestrais das últimas décadas, a aplicação prática desta hipótese na economia espanhola.
[Conclusões] Os dados rejeitam a aplicação na prática de Equivalência Ricardiana. A perspectiva de impostos futuros não tem como consequência directa e completa uma redução no presente do consumo privado. No entanto, os autores identificam a existência de um impacto limitado, o que pode querer dizer que, em cenários de clara insustentabilidade das finanças públicas, os resultados podem ser diferentes.
[Comentário] Com a generalidade dos Governos a apostarem em políticas orçamentais expansionistas para fazerem face à quebra da procura agregada, saber se esta opção conduz a uma redução do consumo privado torna-se uma questão essencial para o sucesso das políticas.
— e.conomia.info
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