A poupança nos EUA tem de subir, mas até onde e quando?
21 Setembro 2009
[Paper] “Frugality: Are We Fretting Too Much?
Household Saving and Assets in the United States”
[Autores] Yasser Abdih e Evan Tanner
[Publicação] FMI, Setembro 2009
[Classificação JEL] E2, E6, C5
[Palavras Chave] Saving, net worth, cointegration, transversality, paradox of thrift
(Newsletter nº101 | 21 SET | 2009)
A crise económica e a queda do preço dos activos está a provocar uma subida da taxa de poupança das famílias norte-americanas que reduz ainda mais a procura agregada na economia, falando-se já de uma “nova frugalidade”. No entanto, defendem os autores deste estudo, a subida na poupança será modesta e temporária e a maior preocupação, a prazo, deve estar, não no excesso de poupança, mas sim no seu reduzido volume.
[Artigo] É um dos maiores problemas na actual crise. Depois dos excesso dos últimos anos, é agora, quando a economia está em queda, que as famílias começam a poupar mais, os que ainda torna as condições mais difíceis. Mas será que este fenómeno será prolongado? Devemos preocupar-nos com um excesso de poupança na economia.
[Abordagem] Os autores analisam a evolução das taxas de poupança nos EUA e projectam a evolução deste indicador, seguindo deiferentes cenários.
[Conclusões] A subida da taxa de poupança nos EUA será moderada e relativamente curta. Mesmo num cenário em que se assista a um aumento da poupança mais prolongado, os seus valores não serão suficientes para criar as condições para que no futuro o nível de investimento na economia volte a ser o que era.
[Comentário] Uma economia como a norte-americana, com níveis de endividamento elevados para todos os tipos de agentes económicos, enfrenta agora um problema difícil. A necessária correcção do endividamente, através de uma subida da taxa de poupança, seria desejável, mas a verdade é que, com a economia em queda, esta é a pior altura para isso acontecer. E o problema adensa-se se levarmos em conta que o investimento, público ou privado, dificilmente consegue compensar na totalidade esta quebra no consumo.
— e.conomia.info
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