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Escalada da dívida pública dificulta tarefa dos bancos centrais
21 Setembro 2009

[Paper] “Deteriorating Public Finances and Rising Government Debt: Implications for Monetary Policy”

[Autores] Lillian Cheung, Chi-Sang Tam e Jessica Szeto

[Publicação] Hong Kong Monetary Authority, Agosto 2009

[Classificação JEL] E43, E47, E52, E62, H63

[Palavras Chave] Public debt, fiscal policy, monetary policy, long term interest rate, real interest rate, error-correction model

(Newsletter nº101 | 21 SET | 2009)

A escalada da dívida pública durante a crise na generalidade dos países provoca uma subida das taxas de juro de equilíbrio a longo prazo e torna mais complexa a escolha da política monetária a seguir pelos bancos centrais.

[Artigo] A crise económica internacional forçou a generalidade dos Governos a fazer subir de forma muito rápida os rácios de dívida pública. Entrada no capital dos bancos em dificuldade, compra de activos no mercado e lançamento de programas de estímulo orçamental à economia foram as principais medidas tomadas. Quais serão as aconsequências para a política monetária desta subida em flecha do endividamento estatal?

[Abordagem] Os autores constroiem um modelo para avaliar, no caso dos Estados Unidos, qual o efeito de uma subida da dívida pública nas taxas de juro reais de longo prazo, analisando depois o impacto para o resto da economia mundial.

[Conclusões] A subida de um ponto percentual no rácio da dívida pública norte-americana no PIB provoca um agravamento de cerca de seis pontos base na taxa de juro real de equilíbrio das Obrigações do Tesouro a dez anos. Tendo em conta a influência da economia norte-americana em todo o Mundo, os autores prevêem que esta subida dos juros vá tornar a tarefa dos bancos centrais muito mais complexa na actual conjuntura, nomeadamente quando começam a pensar nas estratégias de saída. A taxa de juro de equilíbrio e o output gap são diferentes e tornam difícil calcular o tempo correcto para uma mudança de rumo na política monetária.

[Comentário] Os bancos centrais mundiais aproximam-se de uma das fases mais complicadas de definição da política monetária. Uma subida das taxas rápida demais pode colocar em causa a retoma, enquanto uma acção lenta pode provocar o regresso da inflação. E a mudança radical das condições ao nível da dívida pública ainda complica mais a tarefa dos bancos centrais.

— e.conomia.info

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