Medidas redistributivas são ineficazes na maior parte dos países mais pobres
14 Setembro 2009
[Paper] “Do Poorer Countries Have Less Capacity
for Redistribution?”
[Autores] Martin Ravallion
[Publicação] Banco Mundial, Setembro 2009
[Classificação JEL]
[Palavras Chave]
(Newsletter nº100 | 14 SET | 2009)
A maior parte dos países pobres, mesmo que quisessem, não conseguiriam adoptar com eficácia medidas redistributivas nos seus países. Em muitos casos, a taxa marginal de imposto a cobrar aos escalões de população mais ricos teria de ser superio a 100%, para conseguir retirar o resto da população do limiar de pobreza de 1,25 dólares por dia.
[Artigo] Uma das dúvidas de quem decide apoiar o combate à pobreza nos países em desenvolvimento é a de saber se, dentro desse país, não seria possível colocar em prática políticas de redistribuição do rendimento que tranferíssem fundos dos mais ricos para os mais pobres. Este estudo investiga quais os países em desenvolvimento que têm capacidade para aplicar, de forma eficaz, políticas desse tipo.
[Abordagem] O autor estuda as distribuições de rendimento de 90 países em vias de desenvolvimento e analisa qual a taxa de imposto marginal que teria de ser aplicada aos mais ricos para conseguir fazer subir o rendimento diário do resto da população acima dos 1,25 dólares.
[Conclusões] Os países em desenvolvimento separam-se em dois grupos. O primeiro, onde seria possível aplicar políticas fiscais de redistribuição com efeitos práticos significativos. O segundo, onde a taxa que seria necessário aplicar aos mais ricos para produzir um impacto razoável seria incomportável em termos técnicos. Este último grupo de países, diz o autor, é claramente o maior.
[Comentário] Apesar de ser nos países em desenvolvimento que se encontram os mais pobres entre os pobres da população mundial e se verifica também acentuadas desigualdades de rendimento, a verdade é que cobrar impostos elevados aos mais ricos não faria (devido à reduzida dimensão destes escalões de rendimento) uma grande diferença no combate à pobreza dentro do país.
— e.conomia.info
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