25% dos trabalhos norte-americanos poderiam ser desempenhados fora do país
13 Setembro 2009
[Paper] “Who Alternative Measures of Offshorability: A Survey Approach”
[Autores] Alan S. Blinder e Alan B. Krueger
[Publicação] NBER, Agosto 2009
[Classificação JEL] C83,F16,J60
[Palavras Chave]
(Newsletter nº100 | 14 SET | 2009)
A deslocalização de postos de trabalho pode vir a afirmar-se como uma das grandes transformações da história económica do mundo. O tema tem atraído alguns dos economistas mais reputados. Neste caso, foi Alan Blinder, ex-conselheiro económico de Bill Clinton e ex-vice presidente da Reserva Federal de Nova Iorque. Com base em várias medidas, Blinder e Krueger estimam que cerca de um quarto dos empregos localizados dentro das fronteiras norte-americanas poderia ser realizado noutros países. Um valor que não pode deixar as autoridades indiferentes.
[Artigo] Os dois economistas procuram estimar qual é o número de empregos que poderia ser desempenhado a partir do estrangeiro e respondem a várias questões: quais os sectores mais vulneráveis? Que impactos há em termos salariais e de criação de emprego? Será que é mais fácil exportar trabalhos de rotina do que outros?
[Abordagem] Criam várias medidas para estimar o valor de empregos que poderia ser exportado pelas empresas norte-americanas. A informação já disponível nos questionários ao emprego nos EUA permitem ter uma boa medida, concluem.
[Conclusões] Os tipos de empregos que mais facilmente poderiam ser realizados no estrangeiro estão na produção e nos empregos administrativos. Os sectors mais vulneráveis são a industria, o financeiro e segurador e os serviços informáticos e de informação. Os trabalhos com mais qualificações são, com surpresa, os potencialmente mais afectados. Não parece haver, pelo menos por enquando, impactos nos salários e na criação de emprego nos EUA.
[Comentário] Blinder e Krueger consideram que a dimensão do fenómeno exige mais estudo por parte dos economistas e dos políticos Neste trabalho concentram-se na forma de conseguir analisar a possibilidade de exportar empregos por sectores, níveis de formação e outras variáveis. Os autores dizem que a politica pública não pode ignorar este fenómeno, embora não se dediquem a políticas a adoptar.
— e.conomia.info
Envie o seu comentário
← Banca chinesa tem lucros elevados mas também muitas ineficiências
→ Políticas do FMI e da EU prejudicam Hungria, Letónia e Ucrânia


