Alguns desastres naturais geram crescimento económico
11 Julho 2009
[Paper] “Natural Disasters and Growth – Going beyond the Averages”
[Autores] Norman Loayza, Eduardo Olaberría, Jamele Rigolini e Luc Christiaensen
[Publicação] Banco Mundial, Junho 2009
[Classificação JEL] O11, O40, Q54
[Palavras Chave] Natural disasters, economic growth, sectoral value added
(Newsletter nº094 | 13 JUL | 2009)
O aquecimento do planeta está a aumentar o número de desastres naturais no mundo, nascendo por isso o interesse de perceber quais são os seus impactos económicos. Os autores analisam os impactos dos vários tipos de desastres e concluem que alguns dão mesmo um contributo positivo a alguns sectores da economia, ao gerarem, por exemplo, mais investimento – é o caso das cheias e tremores de terra nos países em desenvolvimento. No caso dos desastres naturais de grande dimensão os impactos são sempre negativos.
[Artigo] Há resultados conflituantes: alguns estudos identificam efeitos negativos de desastres naturais sobre o crescimento; outros não conseguem identificar qualquer efeito; outros ainda identificam um efeito positivo. Os autores tentam perceber o que pode explicar estas contradições. Para isso diferenciam os impactos de cheias, tempestades, secas e tremores de terra nos vários sectores económicos e em economias em diferentes pontos de desenvolvimento.
[Abordagem] Usam uma base de dados de desastres naturais e características das economias afectadas entre 1961-2005. Com base nessa informação estimam impactos com base numa estimação de painel através do método de momentos generalizado dinâmico. Estimam os impactos nos cinco anos seguintes ao desastre.
[Conclusões] Os autores destacam três resultados: os desastres naturais afectam os sectores de actividade de forma diferenciada. Os desastres moderados podem ter um impacto positivo no crescimento de alguns sectores, um efeito que nunca se verifica em caso de desastres severos. Finalmente, os países em desenvolvimento são mais sensíveis aos impactos dos desastres, quer os positivos quer os negativos.
[Comentário] O resultado mais surpreendente é o de que cheias pouco severas geram um efeito positivo na agricultura e até nos restantes sectores da economia, gerando por isso uma aceleração da taxa de crescimento do PIB – um efeito que, contudo, pode resultar das cheias serem sinónimo de mais chuva (benéfica) nas restantes regiões dos países.
— e.conomia.info
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Boa Tarde, sou estudante de economia da universidade federal do Paraná e tenho interesse em ler o artigo mencionado. Como posso faze-lo?
Obrigada,
Larissa.
— Larissa Nocko · 1 Setembro 2009, 21:06 · #