A complexidade do sistema e o pânico nas crises financeiras
6 Julho 2009
[Paper] “Complexity and Financial Panics”
[Autores] Ricardo J. Caballero e Alp Simsek
[Publicação] MIT, Junho 2009
[Classificação JEL] E0, G1, D8, E5
[Palavras Chave] Financial network, complexity, uncertainty, flight to quality, cascades, crises, information cost, financial panic, credit crunch.
(Newsletter nº093 | 6 JUL | 2009)
Em momentos de crise, o sistema financeiro torna-se, de forma rápida, muito mais complexo. De repente, qualquer transacção exige, a cada banco, uma análise de demasiadas variáveis, o que por si só conduz a uma fuga para investimentos mais seguros e simples, contribuindo para o agravamento da crise.
[Artigo] Num sistema financeiro cada vez mais interligado, a obtenção de informação sobre os parceiros é um factor decisivo de sucesso. Este artigo analisa o que acontece a este nível quando algum incidente aumenta os níveis de risco no sistema.
[Abordagem] Os autores começam por caracterizar o funcionamento de uma rede financeira e a forma como esta reage a um choque de liquidez sofrido por uma entidade. É depois analisado um cenário em que o choque tem efeitos significativos sobre o resto do sistema, influenciando a quantidade de informação que todos os participantes têm de recolher para controlar os riscos.
[Conclusões] Colocados perante um choque de liquidez dentro do sistema, as entidades financeiras são forçadas a uma análise demasiado complexa da saúde, não só dos seus parceiros de negócio, mas também dos parceiros dos seus parceiros de negócio. E se não conseguem garantir esta informação, preferem a fuga do mercado, contribuindo ainda mais para o agravamento da crise.
[Comentário] Este estudo, centrando-se na problemática da complexidade do sistema financeiro, dá indicações claras sobre o que aconteceu ao sector bancário mundial no momento em que o Lehman Brothers entrou em falência.
— e.conomia.info
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