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Pessoas mais altas têm melhores vidas
28 Junho 2009

[Paper] “Life at the top: the benefits of height”

[Autores] Angus S. Deaton e Raksha Arora

[Publicação] NBER, Junho 2009

[Classificação JEL] D6,I10,I30

[Palavras Chave]

(Newsletter nº092 | 29 JUN | 2009)

As pessoas mais altas têm vidas melhores, concluem os dois investigadores a partir da análise a resultados obtidos por inquérito nos EUA.“As pessoas mais altas avaliam as suas vidas mais favoravelmente e é mais provável que revelem emoções positivas como o divertimento e a felicidade”, escrevem, acrescentando que, contudo, “é mais provável que experimentem stress e irritação e, se forem mulheres, preocupações”. A explicação para as melhores vidas resulta essencialmente das pessoas mais altas terem mais educação e sucesso profissional medido pelo nível de rendimentos.

[Artigo] Será possível que determinadas características físicas estejam associadas ao sucesso ou à felicidade. Os autores respondem que sim e procuram perceber se há uma relação de causalidade entre altura e felicidade ou bem estar.

[Abordagem] O índice de bem-estar Gallup-Healthways é calculado diariamente com base no inquérito telefónico a cerca de 1000 pessoas. Os autores usam dados de 454.065 adultos com mais de 18 anos entrevistados entre Janeiro de 2008 e Abril de 2009. No inquérito os entrevistados dão conta da sua altura, raça ou grupo étnico, estado civil e respondem a questões sobre o grau de felicidade/bem-estar em que consideram estar, assim como a questões sobre se no dia anterior experimentaram durante grande parte do dia sentimentos como alegria, dores físicas, preocupações, felicidade, stress, irritação.

[Conclusões] Os níveis de bem-estar são independentes de características demográficas e étnicas e são “quase completamente explicados pela relação positiva entre a altura e o rendimento e os níveis de educação, duas variáveis que estão positivamente relacionadas com melhores vidas”, escrevem os investigadores. A justificação para isto poderá estar nos resultados de Anne Case e Christina Paxson (2008) que relacionam a altura com o desenvolvimento de capacidades cognitivas. Segundo as duas investigadoras crianças bem alimentadas não só têm tendência a ser mais altas como a desenvolver mais as suas capacidades, as quais são decisivas na educação e, posteriormente, no desempenho profissional e nos salários.

[Comentário] O estudo é muito descritivo em relação à análise dos resultados mas não explora com a profundidade desejada as relações de causalidade entre altura e felicidade. Para tentar minimizar essa falha recorre apenas a um outro recente artigo onde se estabelece uma relação entre a altura e as capacidades cognitivas.

— e.conomia.info

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