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Moeda única não agravou desequilíbrios da balança corrente nos países do euro
19 Junho 2009

[Paper] “Current Accounts in a Currency Union”

[Autores] Jörg Decressin e Emil Stavrev

[Publicação] FMI, Abril 2009

[Classificação JEL] F31, F32, F33

[Palavras Chave] current account, currency union, EMU, real exchange rate

(Newsletter nº091 | 22 JUN | 2009)

Será que a introdução da moeda única veio criar maiores desequilíbrios da balança corrente nos países da zona euro por não haver taxa de câmbio para ajustar os desequilíbrios? A resposta é negativa. Neste artigo, Jörg Decressin e Emil Stavrev compararam 11 países do euro com 13 economias com flexibilidade cambial e concluíram que as divergências entre os países da moeda única até são mais pequenas e que não aumentaram em termos relativos.

[Artigo] Um dos receios relativos à entrada numa união monetária é a possibilidade de existirem desequilíbrios da balança corrente que não podem ser corrigidos pela via mais natural, isto é, por variações na taxa de câmbio. Este artigo analisa precisamente esta questão no contexto da moeda única europeia.

[Abordagem] Os autores recorrem a dados de painel entre 1970 e 2007 para 11 países da zona euro e 13 economias avançadas exteriores, com câmbios flexíveis, para avaliar esta evolução.

[Conclusões] As divergências entre os países da zona euro são mais pequenas e não aumentaram em termos relativos face ao conjunto das 13 economias com câmbios flexíveis. Verifica-se também que os choques específicos dos países do euro são menores, embora mais persistentes. Estas diferenças não parecem, segundo os autores, estar relacionadas com os diferentes regimes cambiais.

[Comentário] A maior ou menor necessidade de ter uma taxa de câmbio para ajustar desequilíbrios depende sempre da existência de outros factores de ajustamento, como a mobilidade dos factores, políticas orçamentais correctivas ou flexibilidade dos preços (salários incluídos). As assimetrias na Europa são evidentes em vários domínios, mas este artigo vem mostrar que, apesar de tudo, o cenário não é assim tão preocupante em termos de balança corrente. Pelo menos, em termos médios, já que alguns países, como Portugal, por exemplo, que viveu vários anos com desvalorizações competitivas, têm tido grandes dificuldades em eliminar o seu défice.

— e.conomia.info

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