Impacto da China no crescimento mundial
22 Julho 2010
(Newsletter nº 141 | 22 JUL | 2010)
Uma análise de longo prazo conclui que um ponto percentual adicional de crescimento na economia chinesa está correlacionado com um aumento de quase 0,5 pontos
noutras economias, especialmente as mais próximas. E se há duas décadas o impacto era especialmente forte nos países mais próximos, a distância está a ter cada
vez menos importância. Um impacto tem crescimento ao longo do tempo. (+)
Mercado de capitais indiferente ao “rebranding” das empresas portuguesas
17 Julho 2010
(Newsletter nº 141 | 22 JUL | 2010)
Os investidores não valorizam as opções de alteração de nome ou marcas de empresas portuguesas nos últimos dez anos. Aliás, se algum efeito houve, foi uma penalização no mercado de capitais por essas estratégias de marketing. Esta a conclusão de um estudo recentemente publicado no ISEG e que olha para a reacção do mercado de capitais nos dias imediatamente antes e após o anúncio por empresas do PSI-20 de alterações das suas marcas. (+)
Portugal desigual nos rendimentos e nas oportunidades
17 Julho 2010
(Newsletter nº 141 | 22 JUL | 2010)
Portugal apresenta um dos índices de desigualdade de rendimento mais elevados da Europa. Além disso, regista também níveis elevados de desigualdade em termos de oportunidades oferecidas aos cidadãos, o que significa que, em grande medida, a desigualdade de rendimentos resulta de problemas institucionais (e não tanto do baixo esforço dos mais desfavorecidos). Isto é especialmente verdade quando se analisa a desigualdade de oportunidades após a entrada no mercado de trabalho. Ou seja, em termos de igualdade de oportunidades “ex-ante” – fundamentalmente ao nível da educação e formação – Portugal pontua no meio da tabela europeia. Já quando se considera a desigualdade de oportunidades “ex-post” – uma medida que depende muito da presença de sindicatos e de políticas de redistribuição de rendimento – Portugal salta para o topo. Estas são algumas conclusões de um recente estudo onde se analisam as possíveis causas dos níveis de desigualdade em 25 países europeus, procurando avaliar o impacto de condições externas aos indivíduos na desigualdade de rendimentos. (+)
Mercado interbancário é o mais perigoso – receitas de politica anticrise
12 Julho 2010
(Newsletter nº 140 | 12 JUL | 2010)
O mercado interbancário incorpora riscos extremos (“tail risks”) superiores existentes nos mercados accionistas e cambial. A probabilidade de problemas que desencadeiem um ajustamento financeiro bruto com congelamento dos mercados de crédito foi elevada durante toda a crise mas, mesmo antes de esta iniciar, já era alta na generalidade dos países analisados. No grupo composto por sete grandes economias europeias e pelos EUA, os países com maior risco nas taxas de juro interbancárias são a Hungria, a Polónia e os EUA. O autor defende várias medidas de política, sempre centradas numa lógica de “flexibilidade e pró-ciclicidade”. Entre elas estão os rácios de capital contra cíclicos e a introdução de capital contingencial. Propõem mais regulação nos mercados de derivados. (+)
Uniões monetárias em África podem não ser a melhor solução
11 Julho 2010
(Newsletter nº 140 | 12 JUL | 2010)
As uniões monetárias em África, propostas no àmbito da SADC, ECOWAS e EAC, têm vantagens para alguns dos membros potenciais, mas ganhos modestos ou até perdas para outros. Em alguns casos, melhorar o enquadramento macroeconómico pode trazer vantagens semelhantes a um processo de integração monetária. (+)
Economias pequenas e abertas sofrem mais com choques externos
11 Julho 2010
(Newsletter nº 140 | 12 JUL | 2010)
As pequenas economias abertas sofrem mais com “paragens súbitas” de origem internacional do que com as de origem interna. Os estragos são tanto maiores quanto maior a integração comercial da economia com o resto do Mundo. São as conclusões deste artigo publicado pelo FMI que estudou a questão com base num modelo DSGE para dois países. (+)Desigualdade na distribuição de rendimento penaliza desempenho orçamental
5 Julho 2010
(Newsletter nº139 | 5 JUL | 2010)
A desigualdade na distribuição de rendimento surge como um factor relevante no desempenho orçamental de um país, conclui Martin Larch, do Bureau of European Policy Advisers, num artigo publicado pela Comissão Europeia. O investigador deixa por isso um aviso: “estes resultados podem ser importantes no rescaldo da crise económica e financeira global de 2007, particularmente no desempenho de estratégias de saída”, isto porque: “o sucesso e sustentabilidade das estratégias podem depender das suas implicações na distribuição de rendimento”. (+)
Alemanha marca e sofre nos últimos minutos
4 Julho 2010
(Newsletter nº139 | 5 JUL | 2010)
Alemanha, Inglaterra e Holanda marcam mais vezes no último minuto dos jogos do que Itália, Bélgica e Brasil. No caso da Alemanha, há um reservo da medalha: os germânicos também são dos que mais golos sofrem nos últimos minutos da partida. Desde 1960, Itália e Brasil apenas concederam um golo no último minuto. A Alemanha é também a melhor equipa na marcação de penalties. (+)
Lições do passado tramaram os governos
4 Julho 2010
(Newsletter nº139 | 5 JUL | 2010)
Na gestão da actual crise, os decisores políticos socorreram-se de lições de passado para evitar que uma “grande depressão”. Para isso usaram os seus orçamentos como não haviam feito em crises bancárias sistémicas anteriores. Os resultados foram bem sucedidos mas, desta opção, resultaram grandes desequilíbrios orçamentais (além de muito capital garantido), que estão agora a criar desconfiança sobre a solvabilidade financeira de alguns países. Em certa medida os governos estão agora a ser vítimas das lições do passado. Os autores concluem também que os custos económicos e orçamentais aumentaram nos episódios associados à actual crise, o que reflecte em parte o aumento do sector financeiro e o facto de terem afectado também economias desenvolvidas. (+)
O multiplicador dos gastos depende da existência de crises?
27 Junho 2010
(Newsletter nº139 | 5 JUL | 2010)
O multiplicador da política orçamental está entre 0,6 e 0,8 e não depende da economia estar ou não em crise. É o que verificaram António Afonso, Hans Peter Grüner e Christina Kolerus numa análise a um conjunto de países da OCDE e fora da OCDE entre 1981 e 2007. (+)


