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Impacto do mercado imobiliário na economia é semelhante nos EUA e na zona euro
8 Março 2010

(Newsletter nº123 | 08 MAR | 2010)

Não há muitas diferenças entre os Estados Unidos e a zona euro nos efeitos que o mercado imobiliário tem na economia. O impacto da política monetária na evolução dos preços das casas, as consequências dos choques de procura e os resultados produzidos por um choque da oferta de crédito são semelhantes nas duas maiores economias do Planeta. Uma característica que pode ser importante para os desenvolvimentos da recente crise económica mundial, que teve na sua origem problemas iniciados no mercado imobiliário norte-americano. (+)

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Inflation targeting teve melhores resultados no desemprego e na produção industrial na crise
8 Março 2010

(Newsletter nº123 | 08 MAR | 2010)

Os bancos centrais que seguem um regime de inflation targeting tiveram melhor resultado no desemprego e produção industrial durante a actual crise. Este artigo publicado pelo FMI verificou ainda que estes bancos baixaram as taxas de juro mais rápido com receio da deflação. (+)

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Regimes autoritários não aproveitam choques favoráveis para reduzir dívida externa
8 Março 2010

(Newsletter nº123 | 08 MAR | 2010)

Ao contrário das democracias, onde os governos aproveitam os choques positivos nos preços internacionais das mercadorias para baixar a dívida externa e o risco de default, nas ditaduras isto não acontece. Os governos autoritários aproveitam estes momentos favoráveis para aumentar a despesa e agravar, desta forma, os riscos sobre as suas economias. (+)

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Por que é que os falcões do défice nos EUA estão errados
28 Fevereiro 2010

(Newsletter nº122 | 01 MAR | 2010)

O director do CEPR acusa os falcões do défice de dramatizarem a situação orçamental nos EUA, lembra que a falta de apoio público foi uma das razões para a dramática situação económica e social que caracterizou a grande depressão nos EUA e apresenta 5 argumentos para a manutenção de estímulos orçamentais à economia. Entre os principais argumentos está o facto de grande parte do desequilíbrio orçamental se dever exclusivamente à crise e de haver uma especial necessidade de amparar os mais afectados pela destruição de riqueza, nomeadamente residencial, que a crise gerou. (+)

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Pelo menos metade do aumento do “spread” das obrigações portuguesas é explicado pela fraca situação orçamental
28 Fevereiro 2010

(Newsletter nº122 | 01 MAR | 2010)

Especialmente após a falência da Lehman Brothers, os mercados financeiros passaram a diferenciar as obrigações de Estados-membros com melhor e pior saúde financeira (nos primeiros dez anos de euro, os spreads face à Alemanha foram mínimos e pouco diferentes). Portugal está entre os prejudicados: “Para a Grécia, Irlanda e Portugal, o relativamente fraco desempenho orçamental explica quase ou mais de metade do aumento dos “spreads” [face à yield alemã] durante a crise”, escrevem os três economistas, entre eles Jurgen von Hagen. (+)

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Aumento da despesa pública com Saúde poderá triplicar face ao previsto devido à tecnologia
28 Fevereiro 2010

(Newsletter nº122 | 01 MAR | 2010)

As previsões para a evolução dos custos relacionados com o envelhecimento voltaram à ordem do dia devido à crise orçamental que atravessa o mundo Ocidental. No que diz respeito à despesa com Saúde este recente artigo da Comissão Europeia vem alertar para um efeito que está fora das próprias previsões de Bruxelas: o de aumento de custos associados aos avanços tecnológicos na Saúde. O efeito é muito significativo. Vejamos os dados para Portugal: Nas previsões de Novembro a Comissão admitiu que o peso da despesa pública com Saúde em Portugal passasse dos actuais 7,5% do PIB para pouco mais de 9% em 2060 (um aumento de 1 a 1,5 pontos). As previsões de Kamil Dybczak e Bartosz Przywara apontam para que a despesa possa ultrapassar os 14% do PIB (um aumento de 6,5 pontos). (+)

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Fed reagiu mais à crise do que o BCE
22 Fevereiro 2010

(Newsletter nº121 | 22 FEV | 2010)

A Reserva Federal norte-americana mudou mais a sua política durante a crise do que o Banco Central Europeu, passando a estar menos preocupada com a inflação e apostando tudo na estabilização da economia. (+)

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No FMI defende-se que países emergentes adoptem medidas de controlo de capitais
21 Fevereiro 2010

(Newsletter nº121 | 22 FEV | 2010)

Algo está a mudar no FMI. Na semana passada destacámos o artigo em que Olivier Blanchard, o economista-chefe da instituição, defendeu que os governos optem por objectivos de inflação mais elevados que 2% ou que os países tenham Estados maiores – ou pelo menos preparados para crescerem em tempos de crise. Esta semana, as novidades surpreendentes vindas de Washington continuam e, num artigo publicado esta sexta-feira, vários economistas do Fundo defendem que as economias emergentes introduzam controlos à mobilidade de capitais. Apesar de continuarem a defender os benefícios da liberdade de circulação de capitais, os economistas reconhecem que com a crise muitas das economias emergentes foram afectadas por fluxos – ora de saída, no início da crise, ora de entrada, mais recentemente – que, pela sua dimensão e volatilidade podem ser prejudiciais. Defendem por isso que, em certos casos, devem ser implementadas políticas de controlo de capitais as quais, no entanto, devem aprovadas no âmbito de negociações multilaterais, de forma a não gerarem um escalar de proteccionismo. (+)

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A importância do Estado português preparar bem as visitas oficiais com empresas
21 Fevereiro 2010

(Newsletter nº121 | 22 FEV | 2010)

Num trabalho destacado pela e.conomia.info em Dezembro os autores concluíram que os empresários fazem uma avaliação positiva das visitas oficiais do Estado onde são incluídas comitivas empresariais. Neste artigo os economistas vão mais longe e tentam explicar que factores contam mais na análise de sucesso ou insucesso feita pelos empresários. Por exemplo, empresas que já têm contactos e exportam para os mercados visitados (ou mesmo para outros), conseguem tirar mais resultados destas iniciativas, o que significa que é preciso especial cuidado com as empresas mais pequenas e menos dinâmicas que ainda não estão presentes no país visitado – por exemplo através de preparação prévia de contactos. Os autores concluem ainda que as empresas mais pequenas vêem as visitas fundamentalmente como uma oportunidade de estudo de mercado. (+)

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Força dos laços familiares explica legislação laboral dos países
17 Fevereiro 2010

(Newsletter nº120 | 17 FEV | 2010)

A importância que cada sociedade dá aos laços familiares é decisiva para a definição da legislação laboral que é aplicada. Os países em que as pessoas estão mais “presas” à família e têm, por isso, menos mobilidade, tendem a ter regras mais rígidas no mercado de trabalho, constituindo esta a principal explicação para as diferenças, por exemplo, entre o que se passa nos países escandinavos e no Sul da Europa. (+)

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