Grécia, Portugal e Espanha vitimas de especulação financeira
8 Fevereiro 2010
Ministro da Economia espanhol diz que o seu país está a ser alvo de ataques de especuladores e no Libération escreve-se que um grande banco e três “hedge funds” dos EUA são responsáveis pelo intensificar da crise na Grécia, em Portugal e na Espanha. Continua o debate sobre as virtudes e desvantagens do FMI ajudar um país da Zona Euro. Krugman continua o seu ataque à rigidez da Zona Euro. Na Prospect pode ler-se um bom perfil de Paul Volcker e o seu contributo para a política financeira de Obama. (+)
Sistemas fiscais ajudaram a construir a crise
8 Fevereiro 2010
(Newsletter nº119 | 8 FEV | 2010)
Os sistemas fiscais na UE e nos EUA também contribuíram para a actual crise financeira. Favorecimento fiscal à compra de casa, tributação que convidava ao recurso à dívida e impostos mais baixos para práticas remuneratórias que induzem ao risco são algumas das características que tiveram efeitos perversos na economia. (+)
O nacionalismo e o militarismo ainda são os maiores obstáculos à globalização
8 Fevereiro 2010
(Newsletter nº119 | 8 FEV | 2010)
Quanto mais um país gasta na defesa militar, menores os fluxos do comércio internacional, concluem dois economistas do MIT. Um indicador de que os principais entraves à globalização são de ordem política, especialmente com o ressurgimento de tendências nacionalistas e militaristas em vários pontos do Globo. (+)
Porque podem os bancos estar a fazer mais mal à Zona Euro do que aos EUA
8 Fevereiro 2010
(Newsletter nº119 | 8 FEV | 2010)
Este artigo publicado esta semana no Banco Central Europeu mostra que, na Zona Euro, alterações no crédito concedido pela banca têm “efeitos significativos na actividade económica real”. Estas alterações incluem quer o volume de crédito, quer as condições colocadas pelos bancos na concessão de crédito, e afectam especialmente as empresas. Os resultados contrastam com um estudo publicado em 2004 para os EUA, onde não foi encontrado um efeito significativo deste “canal de crédito” no crescimento. A diferença face à realidade norte-americana evidencia a importância da resolução dos problemas na banca para a retoma na Europa, uma região onde o financiamento da economia depende em grande medida do sistema bancário. (+)
Teixeira dos Santos já encontra similitudes com a Grécia
4 Fevereiro 2010
Pressão aumenta sobre Portugal: Teixeira já diz que fará como os gregos. Grécia recebe ligeira folga da Comissão e do BCE. Planos de consolidação grego e espanhol geram tensões internas. E yuan volta a gerar tensões entre China e EUA: Krugman explica porquê. (+)
UE aumenta pressão sobre Portugal
3 Fevereiro 2010
A Comissão Europeia, tal como as agências de rating e os mercados financeiros internacionais querem que Portugal faça mais para reduzir o défice, e depressa. (+)
O novo jogo no Sul da Zona Euro: todos contra todos
2 Fevereiro 2010
Gregos contra-atacam e dizem que Portugal também tem problemas. Blanchard diz que os salários terão de descer em Portugal e Vitor Bento conclui que Portugal está pior que Grécia e Espanha em termos de endividamento externo. Por cá, até o governo já admite aumentar impostos a médio prazo, e Silva Lopes avisa que trazer o défice para 3% até 2013 só será possível com um cataclismo. Três economistas norte-americanos analisam o impacto da crise na desigualdade nos EUA. (+)
Orçamento de Obama aposta no emprego e promete cortes no défice no futuro
1 Fevereiro 2010
Os EUA já têm proposta de orçamento. A aposta de Obama mantém-se na criação do emprego, mas já foi apresentado um plano de redução dos défices. (+)
Bónus: pagar bem ou não pagar de todo
1 Fevereiro 2010
(Newsletter nº118 | 1 FEV | 2010)
Se uma empresa quiser optar por incluir os bónus nos seus seus modelos de remuneração, ou entrega um valor suficientemente grande ou o melhor é não dar nada. A conclusão é de um estudo que analisa os efeitos na satisfação e no desempenho dos trabalhadores dos bónus, consoante a sua dimensão. (+)
Bernanke esteve bem, mas poderia ter ido mais longe
31 Janeiro 2010
(Newsletter nº118 | 1 FEV | 2010)
As opções da Reserva Federal norte-americana desde que a crise rebentou em 2007 estão em linha com o previsto pela teoria económica, embora, em alguns casos, o conhecimento teórico apontasse para alguns desvios face às opções de Ben Bernanke. Quem o diz é Ricardo Reis, professor português na Universidade de Columbia em Nova Iorque que, num artigo publicado recentemente no CEPR, analisa os dois anos de actuação da Fed. Cauteloso nas interpretações, Reis apoia a opção de colocar a taxa de juro próxima de zero, mas defende que Bernanke já deveria ter anunciado que pretende ter, a médio prazo, um nível de inflação superior à média nos EUA. Em relação aos instrumentos de política monetária não convencional, o economista diz que a Fed poderá ter disparado em demasiadas direcções. (+)


